Abramilho teme perdas na segunda safra

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) está preocupada com o desempenho da segunda safra de milho 2020/21 no país. Um recente relatório, em parceria da entidade com a Céleres Consultoria, alerta para os efeitos que o clima pode ter sobre a produtividade.

Os efeitos já estão sendo sentidos por regiões produtoras no Centro-sul. "Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, além do plantio que sofreu atraso, a estiagem foi severa", aponta o presidente da Abramilho, Cesario Ramalho.

De acordo com o levantamento, mesmo com expressivo aumento da área plantada (15,2 milhões de hectares), caso a produtividade fique em torno de 4,8 toneladas por hectare (rendimento similar ao do ciclo 2017/18), o excedente destinado às exportações e estoque de passagem ficarão baixos.

"Caso este quadro se concretize, um rearranjo no consumo será necessário, seja via redução das exportações, do consumo interno ou até mesmo de ambos, fazendo com que, especialmente as agroindústrias de carnes [suínos e frangos de corte] tenham que recorrer às importações de milho , insumo básico do segmento", aponta.

A Abramilho também comentou a decisão do governo federal, por meio da Câmara de Comércio Exterior (Camex), de suspender o imposto de importação do milho até 31 de dezembro de 2021. A medida também vale para soja, óleo de soja e farelo de soja. A entidade defendeu o livre mercado tanto para exportações quanto também para as importações.

Ramalho pontua que a demanda pelo milho brasileiro vem crescendo de forma significativa nas mais recentes safras. "Isso prova a competência do produtor brasileiro que ano a ano incorpora novas tecnologias, obtendo ganhos de produtividade, bem como grãos cada vez mais de melhor qualidade", diz.

Fonte: Agrolink

Data: 20/04/2021