Controle de gafanhotos pode estar no genoma

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Leicester, da Universidade de Ghent e da Universidade de Pretória decifrou o código genético do gafanhoto, o que poderia fornecer a base para o desenvolvimento de “pesticidas inteligentes”. A ideia é agir com precisão cirúrgica ao acessar sinais específicos do sistema nervoso da praga para matar ou desativar seu comportamento de enxame, sem prejudicar outros organismos benéficos.

O comportamento devastador do gafanhoto se tornou uma preocupação a mais para o sul Brasil, pela proximidade com países habitualmente afetados pela praga, tais como Argentina, Paraguai e Uruguai. Os órgãos de controle mantêm monitoramento constante, principalmente no Rio Grande do Sul.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), um enxame de gafanhotos pode conter cerca de 40 milhões de insetos por quilômetro quadrado. De acordo com a entidade, a cada dia essa praga pode consumir a mesma quantidade de comida que 35.000 pessoas.

O esboço do genoma é composto por mais de oito bilhões de pares de bases, tornando-se o maior genoma de inseto já sequenciado e montado até hoje. Um total de 18.815 genes que codificam proteínas foram encontrados no genoma, e 73% dos quais foram atribuídos com, pelo menos, um papel baseado na similaridade com proteínas caracterizadas.

“Esperamos que nossos dados possam facilitar o desenvolvimento de métodos novos e mais sustentáveis de gerenciamento de surtos de enxames. Com as informações em nossa pesquisa agora disponíveis, há uma oportunidade única para os inovadores criarem um pesticida inteligente que visa gafanhotos, mas não outros insetos cruciais para o ecossistema, como os polinizadores”, disse o Dr. Swidbert Ott, da Universidade de Leicester, um dos autores da pesquisa.

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Fonte: Agrolink

Data: 09/12/2020