Dados mostram evolução da seca no Brasil

O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) mostra que houve um abrandamento da condição de estiagem na Região Sul no mês de fevereiro. A região é a que teve maior impacto com a falta de chuvas do fenômeno La Niña e perdas agrícolas.

Segundo o levantamento Paraná e Rio Grande do Sul permanecem com seca em 100% de seus territórios, mas com uma gravidade menor do que a registrada em meses anteriores. Santa Catarina aparece parcialmente livre (14%) do fenômeno pela primeira vez desde o início do monitoramento. A maior atenuação do grau de severidade está no sul do Rio Grande do Sul, no nordeste de Santa Catarina e no sudoeste do Paraná, devido às chuvas acima da média nos últimos meses.

No Paraná, houve uma queda da área com seca grave de 39% para 36% do estado, que permanece com 100% de seu território com seca. A situação de fevereiro é a melhor já registrada no Paraná por conta da menor área com seca grave do histórico (36%).

O Rio Grande do Sul, apesar de ter a situação mais grave de seca do Sul e estar com o fenômeno presente na totalidade do seu território desde outubro do ano passado, também teve a atenuação do fenômeno com o fim da área com seca extrema registrada em janeiro e a diminuição da área com seca grave (de 69% para 57%) no estado.

Santa Catarina, por outro lado, registrou a melhor condição da região,com a maior presença de seca fraca (29%) e com 14% de área livre de seca, sendo que o estado jamais registrou essa situação desde o início do monitoramento em agosto de 2020. Além da redução da área com o fenômeno, aconteceu seu abrandamento com as quedas das áreas com seca grave (de 32% para 29%) e moderada (de 47% para 42%) em comparação a janeiro.

Em fevereiro deste ano, em comparação a janeiro, as áreas com seca tiveram redução em nove das 20 unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor de Secas: Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. O DF foi o que teve a maior mudança com a extinção do fenômeno em seu território, único sem seca no contexto do Monitor. Três estados do Sudeste também tiveram fortes reduções de áreas com o fenômeno: Espírito Santo (79,9%), Rio de Janeiro (61,3%) e Minas Gerais (42%).

Já em dez unidades da Federação, 100% de seus territórios continuaram com seca no último mês em comparação a janeiro: Alagoas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.

Em termos de severidade do fenômeno, 13 estados tiveram o abrandamento da seca entre janeiro e fevereiro: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins. Em outras sete unidades da Federação, o grau de severidade da seca aumentou: Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe. Enquanto na Bahia houve o fim da seca grave junto com o aumento da área total com seca, em São Paulo aconteceu a expansão do território com seca grave acompanhada da redução da área total com o fenômeno.

Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, a Bahia lidera a área com seca, seguida por Mato Grosso do Sul e Goiás.

Fonte: Agrolink

Data: 24/03/2021