Estudo mapeia soja no Mato Grosso

A Plataforma SojaMaps, da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), lançou o quinto mapeamento da soja no estado de Mato Grosso, relativo ao ano safra 2020/2021. Os dados trazem informações sobre área plantada e distribuição da cultura por municípios.

A área plantada teve uma redução de 275.560 hectares (2,59%) em relação à safra anterior, que foi de 10.650.421 hectares (2019/2020). Para os pesquisadores, essa diminuição possivelmente se deve às secas ocorridas na semeadura e a chuvas irregulares na colheita.

Segundo o coordenador do projeto, professor Carlos Antonio da Silva Junior, doutor em Agronomia, a plataforma considera e monitora por meio de sensoriamento remoto as áreas que apresentem o ciclo fenológico completo da cultura seguido da colheita.

Os resultados apontam que os 10.374.861 hectares desta safra estão distribuídas com 6.108.002 hectares no Cerrado, 4.261.064 na Amazônia e somente 5.795 no Pantanal. A soja no Cerrado teve uma redução de 3,69%, seguindo uma tendência observada nos dois anos de safra anteriores. A soja na porção amazônica do estado teve uma redução de 1%, quebrando uma tendência de aumento de área que vinha sendo observada anualmente.

Em relação às Mesorregiões, o Norte do estado continua liderando as áreas de plantio, com 6.578.495 hectares, seguido da região Nordeste com 1.877.735 hectares, Sudeste com 1.546.522 hectares, Sudoeste com 210.639 hectares e Centro-Sul com 161.470 hectares.

O município de Sorriso continua sendo o maior produtor, com uma área plantada de 625.993 hectares. Campo Novo do Parecis com 425.125 hectares, Nova Ubiratã com 417.456 hectares, Sapezal com 412.074 hectares e Nova Mutum com 402.468 hectares ocupam, respectivamente, o segundo, terceiro, quarto e quinto municípios com maiores áreas de plantio. Completam a lista dos dez maiores Diamantino, Querência, Primavera do Leste, São Félix do Araguaia e Lucas do Rio Verde. Das cidades mapeadas a com menor área foi Porto dos Gaúchos, com 2.050 hectares.

A SojaMaps permite que o usuário interaja com os dados das áreas cultivadas com a cultura da soja e verifique se a saúde da planta e variáveis climáticas foram adequadas para a produção. As camadas dos produtos trazem a capacidade de interação com os resultados mensais na plataforma e também a partir de dados, como de seca, evapotranspiração e modelos de vegetação. Para acessar, basta fazer o cadastro no link e o acesso será instantâneo.

Fonte: Agrolink

Data: 31/05/2021