Impacto das perdas no milho é significativo

No mercado de milho do Rio Grande do Sul, o que levanta mais preocupação são as perdas, já que elas podem ir de 20% a 100% dependendo da região, segundo a TF Agroeconômica. “Entre nossos correspondentes, já não é raro aqueles que apontam terem passado a “grade” no milho, uma vez que, se há algo no campo a ser colhido, não vale a pena, pois não cobre os custos do maquinário e armazenagem posteriores”, comenta.

“Um volume de ofertas extremamente pequeno foi visto hoje no estado, e segundo nossos correspondentes, os lotes totais regionais não passaram de 10 mil toneladas. Os poucos volumes disponíveis são ofertados a partir de R$ 102,00, onde melhores indicações são de R$ 100,00 a saca. Não foram relatados negócios”, completa.

Em Santa Catarina a diferença entre ideia de compra e venda é de R$ 2,00 por saca. “Com a colheita ainda em seus primeiros movimentos no estado de Santa Catarina – hoje beirando os 7% em todo o estado – e sem pressa para vender, produtores limitaram as ofertas de milho neste início de semana. Entre os comentários de nossos correspondentes, afirmou-se não mais do que 10 mil toneladas em ofertas do estado, e entre aquelas de fora, não mais do que 30 mil, com um preço mínimo de R$ 102,00 por saca”, indica.

Já no Paraná a condição das lavouras é um pouco melhor. “Em seu boletim no dia de hoje, o Deral/PR apontou uma leve condição na situação das lavouras. Segundo a entidade, 38% das lavouras estão em boas condições, 38% em situação média e 24% ruins. Na última semana, o índice de lavouras boas era de 34%. Ocorreu pouco avanço na colheita, em cerca de 3 pontos, sendo que a entidade aponta 8% para esta semana já colhidos”, conclui.

Fonte: Agrolink

Data: 26/01/2022