La Niña não afasta cenário otimista das safras gaúchas

O La Niña representa um fenômeno oceânico-atmosférico com características opostas ao EL Niño, e que caracteriza-se por um esfriamento anormal nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Alguns dos impactos de La Niña tendem a ser opostos aos de El Niño, mas nem sempre uma região afetada pelo El Niño apresenta impactos significativos no tempo e clima devido à La Niña.

Em geral, episódios La Niñas também têm freqüência de 2 a 7 anos, todavia tem ocorrido em menor quantidade que o El Niño durante as últimas décadas. Além do mais, os episódios La Niña têm períodos de aproximadamente 9 a 12 meses, e somente alguns episódios persistem por mais que 2 anos.

De acordo com as informações divulgadas pela Reuters nesta sexta-feira (27.11), as lavouras do Rio Grande do Sul, um dos maiores produtores de grãos do Brasil, continuarão sofrendo com chuvas abaixo da média nos próximos meses sob influência da La Niña, mas o cenário para o verão é mais otimista na comparação com os períodos de seca vistos nos últimos meses, apontou nesta sexta-feira um especialista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em períodos de La Niña, caracterizada pelo resfriamento das águas equatoriais do Pacífico, as frentes frias em geral passam muito fracas no Sul do Brasil, resultando em menos chuva e estiagem que podem impactar a safra brasileira como um todo. De outro lado, a confiança em uma melhora climática para os gaúchos vem também das temperaturas do Oceano Atlântico.

"Estamos em período de La Niña, pudemos comprovar nos últimos dois meses com déficit hídrico bastante acentuado no Rio Grande do Sul. Mas estamos bastante confiantes no pequeno aquecimento do Atlântico, e que vai melhorar as condições no verão”, salientou Solismar Damé Prestes, coordenador do 8º Distrito do Inmet, órgão do Ministério da Agricultura.

*informações da Reuters.

Saiba como será o mês de dezembro e janeiro:

Dezembro

Mantendo a tendência do mês anterior Chuvas acima da média na parcela central do país, da faixa que se estende do Sul do AM ao litoral do RJ e ES, pegando os estados do AC, AM, RR, PA, MT, GO, MG, sul da BA. E uma tendência de chuvas abaixo da média para o centro sul do RS, sudoeste do MT, e no estado do AP.

Janeiro

As chuvas se mantém de forma positiva na parcela norte do país nos estados de AC, AM, RR, PA, RO, norte do MT, PA, PE e PB. Há indicativos também de que as chuvas fiquem levemente acima da média no mês de Janeiro no estados de SP, PR e SC na faixa mais ao leste. Na parcela central do país, no estados da BA, sul do PI, GO, centro sul do MT, e RS a tendência é para chuvas abaixo da média esperada.

Fonte: Agrolink

Data: 27/11/2020