Por que os preços do milho estão altos?

“Os preços do milho estão praticamente consolidados ao redor de R$ 100,00 nas praças do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e chegando perto na praça de Campinas-SP, já tendo ultrapassado este valor nas cotações da B3 em São Paulo”, segundo o que afirmou a TF Agroeconômica. Nesse cenário, a consultoria elege alguns motivos para essa alta nos preços.

O primeiro fator é a grande escassez de milho no Brasil, especialmente nos dois maiores estados produtores do Sul do país, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, ambos com grandes déficits de matéria-prima. “O Rio Grande do Sul normalmente precisa comprar fora de suas fronteiras algo ao redor de 2,5 milhões de toneladas e Santa Catarina, algo ao redor de 3,5 milhões de tons. Mas, com a seca que assolou estes estados na safra de verão, a necessidade de Santa Catarina passou para “mais de 5,0 milhões de toneladas”, conforme o último Boletim da Epagri”, comenta.

A Alta dos fretes é o outro fator. “A alta sazonal dos frete impulsionou os preços nos meses de março e abril para o nível psicológico de R$ 100,00, que o mercado absorveu e fez com que os vendedores não recuassem deste número, impulsionando os negócios”, indica.

“No mercado internacional os preços também se elevaram consideravelmente a ponto de vários países recusarem as ofertas, por considerá-las “excessivamente altas”. As perspectivas climáticas nos EUA não beneficiam o avanço do plantio e impõem receios do lado da oferta. Enquanto isso, a demanda global permanece muito forte para a alimentação animal e a produção de etanol”, completa.

O fator de baixa é só um. “Entrada da Safrinha brasileira, dentro de dois meses, poderá fazer alguma pressão sobre os preços, mas, com uma produção menor (105 MT, segundo o mercado) do que a esperada (108 MT, segundo a Conab), não deverá durar muito tempo, voltando a manter os preços firmes até a colheita da próxima safra de verão”, conclui.

Fonte: Agrolink

Data: 19/04/2021