Preço médio do milho apresentou aumento de 2,22%

O preço médio do milho disponível no Mato Grosso apresentou aumento de 2,22% em relação à semana passada. Assim, o indicador Imea ficou cotado na média de R$ 71,39/sc. Conforme o boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), as cotações do cereal na CMEGroup corrente subiram 1,17% no comparativo semanal. Com isso, o preço médio do milho norte-americano ficou em US$ 5,24/bu.

Já as cotações do milho na B3 apresentaram uma leve queda de 1,48% ante a semana passada. Com isso, o preço médio do grão ficou na média de R$ 92,02/sc

O mês de setembro é marcado pelo início dos trabalhos de colheita do milho nos EUA, sendo sazonal ocorrer a redução dos preços do grão norte-americano devido à maior oferta. Assim, foi observado que as cotações na CME retraíram 5,91% em set.21 ante a ago.21 e ficaram cotadas até a última semana (24/09/21) em média de R$ 65,90/sc. No mesmo sentido, os preços do milho em Mato Grosso, segundo o indicador do Imea, apresentaram uma leve retração para o mesmo período e registraram R$ 71,39/sc.

É importante salientar que os preços no estado em ago.21 atingiram elevados patamares, pautados principalmente pela forte demanda estadual (indústria de etanol e setor animal). Sendo assim, de acordo com os cenários citados, até a última semana os preços em MT estavam R$ 5,49/sc acima das cotações do grão na CME-Group na média semanal, contra R$ 0,39/sc visto no mesmo período do ano passado, ficando mais próximos aos patamares históricos para o período.

A quebra da safra do milho brasileiro, aliada à retirada da alíquota do ICMS para importação do produto, impulsionou a entrada do cereal no país. Com isso, o acumulado de jan a ago-21 foi de 1,22 milhão de t, segundo maior volume da série histórica da Secex para o período. O país teve como principal fornecedor em 2021 o Paraguai, que sozinho representou 71,92% das importações até agosto – cerca de 882 mil t – devido ao menor custo logístico. Além disso MT, o maior produtor nacional, registrou a entrada de 8 t de milho no acumulado até ago-21, valor considerado pequeno quando comparado à produção estadual.

No entanto, o número chama a atenção por ser a primeira compra do estado após cinco anos sem aquisições de milho originados de outros países. Vale ressaltar que este cereal entrou no país a um valor FOB, ou seja sem considerar o custo com o frete, de US$ 584,59/t. Por fim, como historicamente os volumes importados no último quadrimestre do ano são maiores que nos primeiros, o país caminha para níveis recordes de importações.

dados IMEA.

Fonte: Agrolink

Data: 29/09/2021