Preços dos insumos comprometem margens, diz Rabobank

O Rabobank divulgou o seu novo relatórios de perspectivas para o agronegócio brasileiro e indicou que os preços dos insumos acabaram comprometendo as margens dos agricultores. “Nos últimos anos os produtores puderam observar um bom crescimento na sua margem de produção, especialmente no caso de grãos, que foi em grande parte puxada pela alta observada nos preços das commodities e pela desvalorização do real frente ao dólar durante este período”, comenta.

“Agora, com a estabilização nas cotações internacionais, o produtor começa a ver sua margem ameaçada pela elevação nos custos de produção em consequência da menor oferta global de alguns insumos aliado a um cenário de incertezas e de câmbio desvalorizado frente ao dólar. Ao final de 2020 com este cenário de boas margens em mente, muitos produtores já aproveitaram e travaram parte de suas vendas para a safra 2021/22 aproveitando as boas cotações internacionais, mas mais importante, aproveitaram e travaram parte de seus custos para a safra”, completa.

O principal fator que levou o produtor a tomar esta atitude foi a relação de troca bastante atrativa durante o último trimestre de 2020. “Um ano atrás, em novembro de 2020, no Mato Grosso eram necessárias 11,2 sacas de soja para a aquisição de uma tonelada de 02-20-20, o menor valor observado em nossa série histórica. Mas, desde então, o produtor mato-grossense observa somente a deterioração da relação de troca. Em outubro de 2021, para a aquisição do mesmo adubo foram necessárias 23,6 sacas de soja, um aumento de 110%”, indica.

“A piora na relação de troca nos fertilizantes, de forma geral, vem ocorrendo desde o início do ano pelas altas na cotação dos fertilizantes no mercado internacional. Quando olhamos o caso da Ureia, no início do ano a tonelada do adubo chegava aos portos brasileiros a um custo de USD 309, agora em outubro, o custo está cerca de 150% maior, sendo cotada a 775 USD/tonelada”, conclui.

Fonte: Agrolink

Data: 10/11/2021