SOBE OU DESCE? confira o futuro dos preços da soja

A resposta para essa pergunta é direta: sobe! Pelo menos essa é a expectativa da TF Agroeoconômica, que estima também alta lucratividade para o agricultor brasileiro. “Apesar de a colheita no Brasil já ter atingido quase 50%, os preços continuam subindo, como mostram as tabelas abaixo, principalmente puxados pela pressa nos embarques, que estão atrasados e pela grande escassez mundial. Como os fatores altistas acima mencionados são de mais longa duração que os baixistas, a tendência é de os preços continuarem elevados, com alta lucratividade para o agricultor brasileiro”, comenta.

Dentre os fatores de alta, se destacam o estoque extremamente baixo dos EUA, a grande escassez mundial da oleaginosa, junto com uma demanda igualmente notável e o dólar elevado no Brasil. “A cotação efetiva do Real brasileiro deveria estar ao redor de R$ 4,85, mas fechou nesta sexta-feira a R$ 5,68, ou 17,11% acima do seu leito normal, devido ao grande risco fiscal, ao viés populista do Congresso que quer a PEC Emergencial de R$ 300,00. Com isto, o Bank of América estima que o Real deverá se manter a R$ 5,30 no final do primeiro trimestre de 2021, chegando em dezembro a R$ 5,10, ainda acima da sua cotação objetiva. Para os sojicultores, isto significa manutenção dos preços elevados de soja o ano inteiro”, completa.

Já os fatores de baixa são as margens de esmagamento momentaneamente baixas na China, a atual pressão de colheita e a grande elevação dos fretes. “A elevação dos fretes no Brasil durante a colheita da soja já é sazonal e esperada, mas situa-se, normalmente, ao redor de 20%. Neste ano de 2021, com a forte elevação dos preços dos combustíveis, ela está em 80% e, nos estados do Centro Oeste, em mais de 100%, reduzindo o preço final a ser pago ao produtor”, conclui.

Fonte: Agrolink

Data: 08/03/2021